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Léo Ferré, cantor anarquista.

De: Gaëtan Lecointe

Poeta e músico, Ferré juntou o lirismo à gíria, o amor à anarquia. Ocupa um lugar central no mundo da anarquia e da canção francesa.

Léo Ferré nasceu no dia 24 de agosto de 1916, no Principado de Mônaco. Após estudos na Itália, partiu em 1935 para Paris, a fim de estudar direito. De volta a Mônaco, começou a compor poemas, cantou nos cabarés, descobriu Charles Trenet e até se encontrou com Edith Piaf, que o aconselhou a se apresentar em Paris.

Durante a libertação, fez um show no Beuf sur le toit, um cabaré parisiense onde dividiu o cartaz com os Frères Jacques e a dupla Roche-Aznavour.

Depois de manter-se durante um bom tempo afastado dos acontecimentos políticos, Léo Ferré passou a freqüentar cada vez mais os meios libertários, antes de ingressar no Partido Comunista Francês, que durante toda a vida considerará um partido de referência. Em 1953, Léo Ferré cantou como atração menor de um show de Joséphine Baker, no Olympia. Em março de 55, fez seu primeiro show no Olympia, cantando " l'Homme " [O homem], "Monsieur William" [Sr. William], "Graine d'Ananar" [Semente de Ananar].

Em abril de 57, saem " Les Fleurs du Mal " [As flores do mal] cantadas por Léo Ferré, disco em homenagem a Charles Baudelaire, grande poeta francês do século XIX.

Em 1964, gravou "Ferré 64". Inspiração de um rebelde que exprime com poesia, as violências acumuladas e as "vociferações" de um anarquista.

O disco, lançado no verão de 67, é um precursor da geração hippie. Escreve "Salut Beatnick" [Oi Beatnick].

1968

Os acontecimentos de maio de 68 na França marcam Léo Ferré. No início de 69, é lançado um novo disco inspirado na agitação de maio de 68 : "Comme une fille" [Como uma menina], "L'été 68" [O verão de 68], "Les Anarchistes" [Os Anarquistas].

Naquele ano, Léo Ferré lançou "C'est extra" [É o máximo], que em seguida se tornou um grande sucesso.

Em 6 de janeiro de 1969, houve um encontro de cúpula entre Léo Ferré, Jacques Brel e Georges Brassens, considerados os três pilares da canção francesa. Esse encontro foi instigado por um jornalista de uma revista musical francesa, Rock & Folk.

Eles abordaram seus temas prediletos e trocaram opiniões.

Em 1973, gravou "Il n'y a plus rien" [Não há mais nada], discurso niilista próximo do monólogo que demonstra mais uma vez o talento de poeta de Ferré. Em seguida ele parte para uma turnê com o cantor Robert Charlebois, do Québec.

Ferré morreu com a idade de 77 anos, após uma longa enfermidade, no dia 14 de julho de 1993.

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